Como quem perdeu um parente.
Sem ânimo de levantar da cama.
Vivo assim, simplesmente.
Outro dia, nova angústia.
Novas farpas, estilhaços no chão...
Um coração sangrando.
Manchas de sangue na mão.
Sofro.
Não consigo chorar e sofro.
Talvez meu choro seja silencioso, sem lágrimas.
Choro por dentro, choro com o sangue bombeado pelo coração.
E se sumir resolvesse,
fugiria na certa.
Para um lugar distante e solitário.
Lugar em que eu escutasse apenas o soluço dos meus dias monocromáticos.

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